No entendimento de Valderci Malagosini Machado, a durabilidade de uma edificação raramente está associada apenas ao que é visto após a entrega. Por trás de fachadas bem acabadas e ambientes visualmente agradáveis, existe um conjunto de materiais que não aparecem, mas que determinam se a obra vai resistir ao uso e ao tempo com estabilidade. São camadas, componentes e soluções técnicas que passam despercebidos pelo usuário, porém sustentam o desempenho real da construção.
Em muitos empreendimentos, a atenção se concentra nos acabamentos finais, enquanto elementos menos visíveis recebem tratamento secundário. Essa inversão de prioridades costuma cobrar seu preço anos depois, quando surgem infiltrações, fissuras, destacamentos ou desconfortos funcionais difíceis de resolver sem intervenções invasivas.
O que se esconde por trás do bom desempenho estrutural
Materiais invisíveis incluem bases de assentamento, camadas de regularização, sistemas de drenagem, juntas técnicas, argamassas compatíveis e elementos de transição entre sistemas. Embora não façam parte da estética final, são eles que absorvem movimentações, controlam a umidade e distribuem esforços de forma equilibrada.
Segundo Valderci Malagosini Machado, a ausência ou má especificação desses materiais costuma gerar patologias silenciosas no início, mas persistentes ao longo do tempo. Uma drenagem mal resolvida, por exemplo, pode não apresentar problemas imediatos, mas cria ambiente propício para degradação progressiva de revestimentos e estruturas adjacentes.
Esses materiais funcionam como zonas de amortecimento do sistema construtivo. Quando bem escolhidos, protegem os elementos principais. Quando negligenciados, transferem tensões diretamente para partes mais sensíveis da edificação.
Compatibilidade entre materiais como fator decisivo
Outro ponto crítico está na compatibilidade entre os materiais invisíveis e os elementos estruturais e de vedação. Argamassas, juntas e camadas intermediárias precisam responder de forma coerente às deformações naturais da estrutura. Na avaliação de Valderci Malagosini Machado, muitos problemas recorrentes surgem quando materiais rígidos demais são combinados com sistemas que demandam flexibilidade, ou quando soluções genéricas são aplicadas em contextos específicos.

A compatibilidade também influencia a durabilidade. Materiais que trabalham em conjunto, com propriedades físicas semelhantes, reduzem a ocorrência de fissuras e destacamentos. Essa harmonia raramente é perceptível visualmente, mas se manifesta no bom comportamento do edifício ao longo dos anos.
A relação direta entre o invisível e a manutenção futura
Grande parte da manutenção corretiva poderia ser evitada se os materiais invisíveis recebessem a mesma atenção que os acabamentos. Conforme nota Valderci Malagosini Machado, infiltrações localizadas, manchas recorrentes e degradação prematura costumam ter origem em falhas nessas camadas internas.
Quando os sistemas ocultos são bem executados, a edificação exige apenas manutenção preventiva simples. Já quando esses elementos são tratados como secundários, o custo de manutenção aumenta e as intervenções se tornam mais complexas, pois exigem quebra de acabamentos e paralisação de áreas em uso.
Essa diferença impacta diretamente a vida útil do edifício e a percepção de qualidade por parte dos usuários.
Execução cuidadosa como garantia de desempenho oculto
A escolha correta dos materiais invisíveis precisa ser acompanhada de execução criteriosa. Pequenos descuidos, como espessuras irregulares, falhas de aderência ou descontinuidade de camadas, comprometem todo o sistema. Na prática observada por Valderci Malagosini Machado, a execução dessas etapas exige tanto rigor quanto as fases mais visíveis da obra.
Treinar equipes para entender a função desses materiais e fiscalizar sua aplicação é essencial para garantir que cumpram o papel esperado. O fato de não aparecerem no resultado final não reduz sua importância técnica.
Quando o que não aparece faz toda a diferença
Obras que envelhecem bem compartilham uma característica comum: seus materiais invisíveis foram tratados como elementos estratégicos, não como simples complementos. São edificações que resistem ao uso cotidiano sem apresentar problemas recorrentes, justamente porque sua base técnica foi bem construída.
Ao valorizar o que não se vê, a construção civil avança para um modelo mais responsável e durável. Como percebe Valderci Malagosini Machado, o verdadeiro desempenho da obra está sustentado por aquilo que permanece oculto, mas atua diariamente para manter a edificação estável, funcional e preparada para enfrentar o tempo.
Autor: Thesyameda Matnu
