Como observa o Dr. Haeckel Cabral, a abdominoplastia com correção de diástase é a cirurgia indicada quando, além de flacidez e excesso de pele, existe afastamento dos músculos retos abdominais, o que compromete contorno e, em muitos casos, conforto no dia a dia. A diferença entre uma abdominoplastia apenas estética e uma abdominoplastia com correção de diástase está no efeito estrutural: não se trata só de “alisar a barriga”, e sim de restaurar suporte da parede abdominal.
Se você quer entender quando a diástase entra na indicação, o que muda no resultado e como é a recuperação, agende uma avaliação e acompanhe este artigo até o fim.
O que é diástase e por que ela aparece?
Conforme explica o Dr. Haeckel Cabral, a diástase é o afastamento dos músculos retos abdominais, geralmente na linha média, causado por distensão e alterações do tecido conjuntivo que une esses músculos. Ela é muito associada à gestação, pois o abdome se expande e a linha alba pode perder firmeza. Ainda assim, também pode ocorrer após grande variação de peso, flutuações corporais repetidas e perda de tonicidade ao longo do tempo.
A diástase costuma aparecer como abaulamento central, sensação de “barriga estufada” mesmo com baixo percentual de gordura, e perda de definição na cintura. Em contrapartida, nem toda barriga projetada é diástase: gordura visceral, postura e fraqueza muscular também podem contribuir. A avaliação correta é essencial para diferenciar causas e indicar o tratamento adequado.
O que muda no resultado?
Quando a abdominoplastia inclui correção de diástase, o plano cirúrgico deixa de ser apenas remoção de pele e passa a incluir plicatura, que é a aproximação dos músculos para restaurar firmeza. Dessa forma, o abdome tende a ganhar uma base mais estável, melhorando o contorno e a leitura de cintura, sobretudo em pacientes com afastamento relevante.

Tendo como referência o impacto estético, a correção da diástase costuma reduzir o aspecto de abdome “alto” e melhorar a transição entre tórax e barriga, deixando o perfil mais alinhado. Em linhas gerais, isso melhora a forma como roupas vestem e como o abdome se comporta em movimentos do cotidiano.
Sob o ponto de vista funcional, muitos pacientes relatam mais estabilidade do core e sensação de suporte. Como comenta o Dr. Haeckel Cabral, é importante tratar essa melhora como benefício possível, não como promessa universal, porque o ganho funcional depende de grau de diástase, padrão de dor, postura e reabilitação. Ainda assim, quando a indicação é correta, há potencial de melhora na sustentação abdominal.
Técnica, cicatriz e pontos que exigem realismo
A correção de diástase é feita por sutura interna para aproximar os músculos e reforçar a linha média. Esse ajuste ocorre associado à retirada de excesso de pele e ao reposicionamento do umbigo quando necessário.
A cicatriz costuma ser semelhante à da abdominoplastia convencional: baixa e planejada para ficar escondida por roupas íntimas, com extensão variável conforme o excesso de pele. Também há cicatriz no umbigo quando ele é reposicionado. Portanto, o componente cicatricial permanece, e a conversa de realismo é indispensável.
Como reforça o Dr. Haeckel Cabral, a diferença é que, quando há correção de diástase, o abdome pode ficar mais “justo” no início, com sensação maior de tensão, porque há reparo estrutural além da pele. Por conseguinte, a recuperação exige disciplina ainda mais rigorosa para proteger a plicatura.
Abdominoplastia com correção de diástase: Benefício funcional
Como sintetiza o Dr. Haeckel Cabral, a abdominoplastia com correção de diástase é indicada quando há excesso de pele associado a afastamento muscular relevante, especialmente após gestação ou grande perda de peso. Em suma, ela entrega melhora estética de contorno e pode trazer benefício funcional em termos de suporte e estabilidade, desde que a indicação seja correta e o pós-operatório, seja conduzido com disciplina.
Autor: Thesyameda Matnu
