Com Elton John, Foo Fighters e a primeira noite de K-Pop no Palco Mundo, o festival chega cheio de histórias para contar.
Faltando menos de três meses para a abertura dos portões, o Rock in Rio 2026 já ocupa os corredores de escritórios, grupos de mensagens e conversas de bar com a mesma força de sempre. Mas esta edição tem algo diferente. É a que reúne, talvez pela última vez, nomes que fizeram história em diferentes épocas da música mundial, e o faz num momento em que o Brasil vive um ciclo de valorização cultural que vai muito além dos estádios.
A edição de 2026 está marcada para os dias 4, 5, 6, 7 e 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. São sete dias de programação espalhados por dois fins de semana consecutivos, com um feriado estratégico no meio: uma das datas é na segunda-feira, 7 de setembro, para aproveitar o feriado da Independência do Brasil. Billboard BrasilIgor Miranda
O lineup que ninguém esperava e o que ele diz sobre o festival
Os headliners da edição são Foo Fighters no dia 4/9, Avenged Sevenfold no dia 5/9, Calvin Harris no dia 6/9, Elton John no dia 7/9, Stray Kids no dia 11/9, Maroon 5 no dia 12/9 e Twenty One Pilots no dia 13/9. A escolha de Elton John como headliner do feriado nacional mereceria um texto à parte. O cantor, que encerrou oficialmente sua carreira de shows ao vivo com a turnê de despedida “Farewell Yellow Brick Road”, abriu exceção para a América Latina. Esta será a primeira edição do Rock in Rio com uma noite dedicada ao K-Pop no Palco Mundo, e também a primeira edição sem nenhuma headliner feminina no palco principal desde 2017. Portal PoplinePortal Popline
Gilberto Gil completa o cartaz do dia de Elton John, em sua turnê de despedida. A combinação de dois artistas em estágio de encerramento de carreira não é acidental: o festival reconheceu que há um público que quer ver esses shows antes que deixem de existir, e colocou ambos no mesmo dia como uma espécie de passagem de bastão entre gerações. Rolling Stone
O Espaço Favela terá o cantor Belo como embaixador oficial, com uma escalação que transita entre o samba, o funk, o rap e o pagode, incluindo nomes como Rael, Xamã, Timbalada, MC Cabelinho e Dennis DJ. A estrutura do espaço também ganhou atenção especial: a cenografia, inspirada no cotidiano das comunidades brasileiras, apresentará fachadas coloridas e sobrepostas, com escadarias e cabos suspensos que remetem aos teleféricos, complementados por painéis de LED que simulam os outdoors das favelas. Portal LineupPortal Lineup
Ingressos, preços e como se organizar
O valor do ingresso para cada dia de festival é de R$ 870 (inteira) e R$ 435 (meia-entrada). Clientes do banco Itaú têm 15% de desconto, com o valor saindo a R$ 739,50, além de parcelamento em até 8x sem juros. A venda de ingressos ocorre exclusivamente pela plataforma Ticketmaster Brasil. Portal Lineup
Quem ainda não garantiu lugar precisa agir com agilidade, porque o histórico do festival indica que os dias com headliners mais cobiçados esgotam rapidamente. Vale a pena definir com antecedência qual dia faz mais sentido para o seu perfil musical, já que a programação é bastante segmentada: rock clássico, pop internacional, eletrônico, K-Pop e música brasileira têm seus momentos próprios ao longo dos sete dias.
Além dos shows, a Cidade do Rock oferece experiências que incluem gastronomia, instalações de arte, áreas de games e o retorno do espetáculo aéreo The Flight. O Palco Mundo ganha uma cenografia inédita e, pela primeira vez, toda sua estrutura frontal será revestida por 2.400 m² de painéis de LED de altíssima definição. Igor Miranda
Por que o Rock in Rio ainda importa depois de décadas
Há quem pergunte se um festival criado em 1985 ainda tem relevância num mundo de streaming e consumo fragmentado de música. A resposta está nos números, mas também na experiência. Festivais como o Rock in Rio consolidam São Paulo e Rio de Janeiro como polos de grandes produções, enquanto cidades como Belém e Florianópolis ganham destaque com propostas regionais. QuintoAndar
O Rock in Rio sempre foi mais do que shows. É ritual coletivo, ponto de encontro entre gerações e, nos últimos anos, também vitrine para artistas brasileiros que encontram no festival uma plataforma sem equivalente no país. A edição de 2026, com sua mistura de despedidas, estreias e apostas, parece capturar bem esse espírito de cruzamento entre o que foi e o que ainda está por vir.
Fontes: Rolling Stone Brasil | POPline | Portal Lineup | Billboard Brasil
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
